Opinião: o prazo já é curto. O que separa quem chega em janeiro de quem não chega.
Três fatores explicam por que algumas empresas vão chegar prontas em 2027 e outras vão pagar o preço do atraso.
Depois de visitar 38 implantações ao longo dos últimos doze meses, três fatores ficaram claros para separar empresas que chegarão prontas em janeiro de 2027 daquelas que vão pagar o preço do atraso.
O primeiro é a decisão precoce sobre arquitetura. Quem decidiu até dezembro de 2025 se ficaria no motor nativo SAP, em middleware ou em motor fiscal externo (como o Taxsphere) conseguiu blindar o roadmap. Quem ainda discute em 2026 está perdendo janelas de teste preciosas.
O segundo é o patrocínio executivo. O projeto de reforma não é tecnológico — é fiscal-contábil-comercial. Sem CFO na cadeira-piloto, o esforço se dilui em sprints que não conversam entre si.
O terceiro é a disciplina de dados. Clientes que limparam o cadastro de NCM, condições de imposto e CFOPs antes de tocar no motor reduziram em 40% o esforço de homologação. Quem tenta limpar e migrar ao mesmo tempo trava nas primeiras semanas.