Pesquisa: 62% das empresas brasileiras ainda não iniciaram a adaptação do ERP.
FGV/Taxsphere ouviu 412 companhias de médio e grande porte. O atraso médio já é de 4 meses sobre o cronograma da Receita.
O estudo Reforma Tributária e ERP: Estado da Arte 2026, conduzido pela FGV-IBRE em parceria com o Taxsphere, ouviu 412 companhias brasileiras de médio e grande porte entre fevereiro e abril. O resultado revela um cenário preocupante: 62% das empresas ainda não iniciaram nenhum trabalho técnico de adaptação do ERP ao novo regime, e 84% admitem estar atrasadas em relação ao cronograma original.
O atraso médio é de 4 meses. Em alguns setores — notadamente serviços B2B e construção civil — a defasagem chega a 7 meses. As razões mais citadas são escassez de consultores especializados (47%), indefinição sobre regulamentação infralegal (33%) e priorização de projetos comerciais (20%).
Entre as empresas que já iniciaram o trabalho, o orçamento médio é de R$ 2,3 milhões para um projeto típico de 14 meses. Companhias que optaram por motor fiscal nativo (em vez de middleware) reportam economia média de 28% no TCO.